Como é feito o papel higiênico

O papel higiênico é um item essencial no dia a dia, mas você já se perguntou como ele é produzido? O processo é complexo, envolvendo desde a extração da matéria-prima até a embalagem do produto final. Vamos entender todo o caminho do papel higiênico até chegar ao seu banheiro.

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A Matéria-Prima: Celulose

A principal matéria-prima do papel higiênico é a celulose, um material que forma as paredes das células dos vegetais. No caso do papel higiênico, essa celulose vem do eucalipto, que é plantado especialmente para essa finalidade, sem desmatamento de florestas naturais.

A celulose chega à fábrica em grandes embalagens de 250 kg. Inclusive, a parte externa dessas embalagens também é feita de celulose, garantindo um processo mais sustentável.


A Transformação da Celulose em Polpa

Para que a celulose se torne papel, suas fibras precisam ser separadas. Isso acontece em um hidrapulper, um tipo de liquidificador gigante. O resultado desse processo é a polpa de celulose, composta por 95% de água e apenas 5% de celulose.

Essa mistura passa então pelo refinador, um equipamento que aumenta a resistência do papel. Dentro dessa máquina, dois discos desgastam as fibras da celulose, criando mais pontos de ligação entre elas, o que garante um papel mais resistente.


A Formação do Papel

Depois de refinada, a polpa de celulose recebe ainda mais água e segue para um dos principais equipamentos da fábrica: a máquina de papel.

A polpa é distribuída entre uma tela e um feltro, passando por cilindros que iniciam a formação do papel. Mas, nesse estágio, o material ainda contém 99,8% de água e apenas 0,2% de celulose. O grande desafio agora é remover essa água.

O primeiro passo nesse processo é passar o papel por uma prensa a vácuo, que retira a maior parte da umidade. A água retirada é reaproveitada no próprio processo de produção, tornando a fabricação mais sustentável.


A Secagem Final

Mesmo após a prensagem, o papel ainda está úmido. Para resolver isso, ele passa por um cilindro gigante chamado Yankee, que é aquecido a 140°C por vapor quente.

Além disso, há um jato de ar quente que ajuda a secar o material. O mais interessante é que essa fábrica utiliza uma caldeira sustentável, que queima biomassa como bagaço de cana, palha de arroz e restos de madeira descartados de móveis e paletes.


Textura e Maciez

Para soltar o papel do cilindro Yankee, um raspador entra em ação. Mas ele não apenas separa o papel—também é responsável por criar pequenos vincos na superfície, garantindo a maciez do produto final.

Se olharmos de perto, o papel sai da máquina com um efeito enrugado e uma leve elasticidade, o que faz com que ele pareça um tecido fino.

O resultado é um rolo impressionante: três toneladas de papel com 2,90 m de largura e 85 km de comprimento. Para se ter uma ideia, um único rolo desse tamanho poderia cobrir 24 campos de futebol.


A Conversão: Transformando o Rolo Gigante em Papel Higiênico

Agora, começa a fase chamada conversão, onde o grande rolo de papel se transforma nos rolos menores que usamos no dia a dia.

Juntando as Camadas

Se o papel for de folha dupla, duas bobinas são desenroladas ao mesmo tempo e coladas com um adesivo especial entre elas.

Criação da Textura e Estampa

A próxima etapa é a gofragem, que cria os desenhos e a textura do papel. Esse processo acontece quando o papel passa entre um cilindro de metal em alto-relevo e um cilindro de borracha, garantindo os padrões característicos do papel higiênico.

Formação do Rolo

Agora, o papel é enrolado em torno do tubete, aquele rolo marrom que sobra quando o papel acaba. Mas como ele é feito?


A Produção do Tubete

O tubete é feito de papel cartão reciclado, um material 100% reaproveitado. Ele chega à fábrica já cortado em tiras estreitas e passa por uma máquina formadora de tubete.

Essa máquina enrola duas camadas de papel ao mesmo tempo, adicionando cola para fixação. O tubo é formado continuamente e cortado em pedaços de 2,70 m.

Curiosamente, é no tubete que a fragrância do papel higiênico é aplicada, garantindo aquele cheirinho agradável.


Corte e Embalagem

Depois que o papel é enrolado no tubete, ele se torna um “log”, que é um grande rolo de papel higiênico com 30 m de comprimento.

Em seguida, uma serra super-rápida corta cinco logs ao mesmo tempo, transformando-os nos rolos individuais que chegam até os consumidores.

Processo de Embalagem

A última etapa é a embalagem. Todo o processo é automatizado:

  1. Os rolos são organizados em conjuntos de 24 unidades.
  2. A embalagem plástica é ajustada para ocupar o menor espaço possível.
  3. O plástico é selado com calor, garantindo que os pacotes fiquem bem fechados.

Esse formato compacto permite otimizar o transporte e armazenamento, reduzindo custos e desperdícios.


Testes de Qualidade

Antes de chegar às lojas, o papel higiênico passa por rigorosos testes de qualidade.

Técnicos especializados verificam três fatores essenciais:

  • Maciez
  • Resistência
  • Dimensão correta

Assim, o produto final garante conforto e eficiência para os consumidores.


Produção em Grande Escala

Você sabia que essa fábrica produz cerca de 115 mil km de papel higiênico por dia? Isso equivale a três voltas ao redor da Terra com papel higiênico!

Agora, quando a natureza chamar, você vai lembrar do processo incrível por trás desse item essencial, que envolve tecnologia, sustentabilidade e inovação.


Conclusão

A fabricação do papel higiênico envolve um processo altamente tecnológico e sustentável, garantindo que cada rolo seja produzido com qualidade e eficiência.

E agora que você sabe como esse item essencial é feito, dá para valorizar ainda mais o trabalho por trás de algo tão simples no dia a dia.

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