A Análise Psicológica de Yuji Itadori

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Yuji Itadori, protagonista de Jujutsu Kaisen, é um personagem carismático e enigmático.
Seu comportamento extrovertido contrasta com sua solidão interna, e sua jornada emocional nos faz refletir sobre empatia, sacrifício e saúde mental. Neste artigo, vamos explorar as complexidades psicológicas desse personagem sob a ótica da psicologia.


O Herói Que Carrega o Vilão Dentro de Si

Itadori não é apenas um protagonista altruísta. Dentro dele reside Sukuna, a maldição mais poderosa da série. Essa dualidade influencia profundamente sua jornada, levando-o a desenvolver um forte senso de empatia e sacrifício. Mas será que existe um limite para a empatia?


Síndrome do Desgaste por Empatia

O conceito de “desgaste por empatia” foi cunhado pelo psicólogo Charles Figley e se refere à exaustão emocional causada pelo excesso de empatia.

Pessoas que se culpam por não conseguirem ajudar os outros podem sofrer desgaste mental e físico. No caso de Itadori, seu objetivo de salvar o maior número de pessoas antes de ser sacrificado exemplifica esse fenômeno.


A Construção de Itadori Como Personagem

Inicialmente, Itadori não tinha poderes, mas possuía habilidades físicas excepcionais, como força e velocidade sobre-humanas, lembrando o Capitão América. Além disso, ele se destaca por ser um extrovertido nato, facilmente fazendo amigos, algo evidenciado por sua relação com personagens como Satoru Gojo e Junpei.


Extroversão e Felicidade

Estudos sugerem que extrovertidos tendem a ser mais felizes, ativos e assertivos, enquanto introvertidos são mais calmos, passivos e menos sociáveis. Em muitas sociedades, as características extrovertidas são altamente valorizadas, o que pode explicar por que Itadori e Gojo parecem mais felizes do que Nanami e Megumi.

No entanto, apesar de sua natureza sociável, Itadori se define como alguém solitário. Ele interage facilmente, mas raramente compartilha seus sentimentos ou seu passado, o que o torna um “lobo solitário” dentro de seu próprio círculo social.


O Impacto do Luto em Itadori

Duas experiências traumáticas moldam Itadori:

  • A morte de seu avô, que funcionava como uma figura paterna para ele.
  • A mudança drástica de sua realidade, ao descobrir o mundo dos feiticeiros de Jujutsu.

Estudos indicam que 92% dos jovens sofrem uma perda significativa até os 16 anos, seja de um ente querido ou de um animal de estimação. O luto pode modificar drasticamente a percepção da vida, como aconteceu com Itadori.

A perda de seu avô faz com que ele adote uma nova filosofia: proteger os outros acima de tudo, o que o leva a consumir o primeiro dedo de Sukuna e iniciar sua trajetória como feiticeiro.


A Culpa e a Responsabilidade de Itadori

Com a nova missão de coletar todos os dedos de Sukuna, Itadori se sente responsável pela vida das pessoas ao seu redor, a ponto de esconder seus próprios sentimentos para não preocupar os outros. Esse comportamento pode levar à dissonância emocional, quando a pessoa constantemente expressa emoções que não refletem o que realmente sente.

Suprimindo Emoções

Muitas pessoas escondem emoções negativas por diversos motivos, como medo de parecer fracas ou por acharem que ninguém irá compreendê-las. Psicólogos Richards e Gross estudaram os efeitos da supressão emocional e concluíram que reprimir sentimentos pode levar a problemas de saúde como exaustão emocional, baixa imunidade e depressão.


O Momento Mais Honesto de Itadori

Um dos momentos mais impactantes da jornada de Itadori ocorre com a morte de Junpei. Itadori, que sempre tenta salvar a todos, se depara com sua impotência pela primeira vez. Isso desencadeia um sentimento de raiva intensa, que pode ser explicado pela teoria do psicólogo Jerry Deffenbacher, que aponta três fatores principais para a raiva:

  1. Um evento desencadeador – No caso de Itadori, a morte de Junpei.
  2. Características individuais – Pessoas com baixa tolerância à frustração são mais propensas a explosões de raiva.
  3. Avaliação cognitiva – Julgar uma situação como injusta e culpar alguém pode intensificar a raiva.

Essa raiva impulsiona Itadori a agir de forma intensa e até perigosa, tornando-se um divisor de águas em sua jornada.


O Desenvolvimento de Itadori

Ao longo do anime, Itadori aprende lições importantes com diferentes personagens:

  • Megumi: Ensina que é necessário priorizar a quem salvar.
  • Gojo: Ensina que força traz autonomia para proteger mais pessoas.
  • Nanami: Ensina que algumas coisas estão fora de seu controle e que ele não poderá salvar a todos.

Esse aprendizado culmina no momento em que Nanami reconhece que Itadori finalmente se tornou um feiticeiro de Jujutsu.


A Reflexão Final

A jornada de Itadori ressoa com muitos de nós, pois reflete uma realidade comum: pessoas felizes por fora podem estar sofrendo por dentro. Isso remete ao conceito de depressão sorridente, um estado em que a pessoa esconde sintomas depressivos por trás de uma fachada de felicidade.


Então é isso pessoas. Gostaria de saber o que você pensa a respeito disso tudo, deixe seu comentário, e se gostou deste post considere sempre ver os próximos. Até mais!

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